Artigos científicos e policy briefs

Barreto, A. M., Correia de Brito, N., Boechat, A. C., Oliveira Martins, L., & Martins, F. (2023). Why don’t we consume energy more efficiently? a Lisbon Parish council case study. Frontiers in Energy Efficiency, 1. https://doi.org/10.3389/fenef.2023.1250795

Este artigo foca-se nos fatores comportamentais que impedem o consumo eficiente de energia em Portugal. Segundo os autores, a maior barreira não é a falta de motivação dos cidadãos, mas sim a falta de capacitação — ou seja, a carência de conhecimento, habilidades e recursos financeiros. Com base nestes resultados, é proposto um conjunto de intervenções práticas, nomeadamente a formação e a educação, para promover a literacia energética e capacitar os cidadãos a adotar comportamentos mais sustentáveis.

Boechat, A. C., & Barreto, A. M. (2018). Uma reflexão conceptual sobre a Responsabilidade Social Corporativa e a sua relação com a Comunicação Estratégica. Media & Jornalismo, 18(33), 25–42. https://doi.org/10.14195/2183-5462_33_2

A Responsabilidade Social Corporativa (RSC) tem adquirido cada vez mais importância para as organizações, consolidando-se como um fator preponderante ao nível da Comunicação Estratégica (CE) para a criação de vantagem competitiva e de valor para diferentes stakeholders. O objetivo deste artigo é oferecer um enquadramento conciso sobre este tema, delineando a origem e a evolução desta temática inevitável do século XXI, traçando ainda alguns pontos onde se evidencia a proximidade entre RSC e CE. Embora não se dedique exclusivamente à sustentabilidade, este artigo oferece contributos significativos ao enquadrar a RSC como um pilar essencial para as organizações que pretendem ser social e ambientalmente responsáveis. Este estudo argumenta que a comunicação estratégica transparente é crucial para legitimar as ações de RSC, sendo essencial para evitar práticas como o “greenwashing”. Defende ainda a visão de que o sucesso das iniciativas ambientais e sociais depende da integração da RSC na estratégia central da empresa, e não apenas em ações isoladas, criando valor para todas as partes interessadas.

Boechat, A. C., Baptista, N., & dos Reis Torgal, M. (2024). When Sustainability Goes Wrong: A Critical Perspective About Consumer Behaviour, Greenwashing, and its Impact on Sustainability. In I. Pereira, P. Pires, & J. Santos (Eds.), Effective Digital Marketing for Improving Society Behavior Toward DEI and SDGs (pp. 242-262). IGI Global Scientific Publishing. https://doi.org/10.4018/978-1-6684-8984-0.ch013 

Centrado na relação entre comunicação corporativa, comportamento do consumidor e sustentabilidade, esta revisão narrativa apresenta uma investigação focada na relação entre comportamento do consumidor e práticas sustentáveis levadas a cabo por organizações, tendo nesta junção a sua pertinência. De modo a enquadrar a sustentabilidade e a enfatizar os processos de greenwashing, este capítulo apresenta argumentos sobre a razão pela qual a sustentabilidade se constitui como um dos grandes temas em debate nas últimas décadas, promovendo uma visão atualizada sobre esta temática e contribuindo para a compreensão e estudo do greenwashing como fenómeno global. Enquanto aspeto negativo associado à sustentabilidade, o greenwashing foi analisado em profundidade, com foco no ambiente digital e no contexto de marketing e influência. O papel das organizações, sobretudo através de práticas de responsabilidade social corporativa, foi também alvo de estudo, enquanto fator de ligação a este fenómeno. Este capítulo constitui-se, assim, como uma mais valia para a compreensão do greenwashing sob a ótica organizacional e de consumo.

Fauzi, M. A., Han, H., Loureiro, S. M. C., Ariza-Montes, A., & Wider, W. (2024). Bibliometric analysis on green hotels: past, present and future trends. Journal of Hospitality and Tourism Insights. https://doi.org/10.1108/jhti-01-2024-0121

O conceito de “hotel verde” surge como forma de mitigar o impacto ambiental negativo do setor do turismo. Através de uma análise bibliométrica da literatura existente e do estudo de tendências passadas, presentes e futuras, com recurso à Teoria do Comportamento Planeado e a diferentes preditores de comportamento do consumidor, este estudo identificou diferentes implicações relacionadas com a contribuição e importância dos hotéis verdes para o turismo sustentável e para a evolução deste setor. Este estudo destaca recompensas fiscais, como incentivos ou isenção fiscal, como fator decisivo na transformação, criação e surgimento de hotéis verdes, prevendo-se um crescimento destes, por se encontrarem na vanguarda das marcas de turismo e hotelaria, exigindo iniciativas substanciais de marketing verde. Os hotéis verdes surgiram para lidar com as questões ambientais relacionadas ao turismo e à hotelaria, permitindo, ao mesmo tempo, que o setor floresça. Esta pesquisa é um dos poucos estudos que fornecem uma visão geral abrangente sobre este fenómeno, oferecendo agendas de pesquisa futuras.

Nascimento, J., & Maria Correia Loureiro, S. (2024). Understanding the desire for green consumption: Norms, emotions, and attitudes. Journal of Business Research, 178, 114675. https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2024.114675

Com base em premissas de comportamento orientado para objetivos, este artigo propõe-se a desenvolver uma estrutura para explicar porque é que os consumidores desejam produtos verdes. Baseado num estudo qualitativo que explora incidentes críticos de consumo, o novo modelo de comportamentos verdes orientados para objetivos (MGGB) apresenta uma abordagem única, testada empiricamente através de um inquérito a 474 consumidores norte-americanos sobre o consumo alimentar sustentável. Ao combinar os efeitos das motivações pró-ambientais e auto-orientadas, o MGGB alcançou um ajuste e poder preditivo superiores em comparação com as estruturas rivais. Os resultados da modelação de equações estruturais salientam o papel das normas pessoais, associadas a mecanismos afetivos e avaliativos. É também revelada a importante função de aspetos sociais e cognitivos. A abordagem adotada ultrapassa limitações das teorias racionais, introduzindo novos processos e mostrando como a contingência nas expectativas de resultados e no envolvimento do consumidor regula o despertar dos desejos de consumo verde. São ainda tecidas considerações importantes para o desenvolvimento da teoria, futuras pesquisas e práticas de marketing.

Nascimento, J., & Loureiro, S. M. C. (2024). Mapping the sustainability branding field: emerging trends and future directions. Journal of Product & Brand Management. https://doi.org/10.1108/jpbm-02-2023-4349

Este estudo tem como objetivo apresentar a estrutura intelectual e dinâmica do branding de sustentabilidade, envolvendo a identificação de autores e revistas influentes, temas atuais e emergentes, teorias, métodos, contextos e futuras direções de investigação, utilizando uma abordagem bibliométrica baseada em 1.509 artigos recuperados da SCOPUS para analisar a evolução do conhecimento sobre o branding de sustentabilidade e sugerir futuras pesquisas. Os tópicos da imagem corporativa, filantropia e pressões dos stakeholders foram centrais na fundação deste campo de estudo. Posteriormente, surgiram temas como os objetivos de desenvolvimento sustentável e as cadeias de abastecimento globais. O marketing verde e os novos paradigmas da circularidade, do consumismo ético e das sociedades hiperconectadas surgiram mais recentemente. Seis grupos temáticos representam a estrutura de conhecimento deste campo: (1) branding e reputação corporativa, (2) desenvolvimento de negócios sustentáveis, (3) branding sustentável e consumo ético, (4) responsabilidade social corporativa, (5) valor da marca e marketing verde e (6) branding de sustentabilidade na hotelaria e turismo. Este artigo fornece aos leitores uma visão geral dos temas centrais ao branding de sustentabilidade, principais contributos e desafios, que podem ser utilizados como um kit de ferramentas para estudos e práticas de gestão de marcas. A singularidade deste estudo reside na análise bibliométrica (combinada com a análise de redes e técnicas de mapeamento científico) do branding de sustentabilidade, a partir da identificação e evolução de grupos temáticos para propor futuras direções de investigação.

Rosário, A. T., & Boechat, A. C. (2024). Smart Cities and Sustainable Urban Development. PrePrints.https://www.preprints.org/manuscript/202412.1127/v1

O conceito de Cidade Inteligente ganhou atenção global como estratégia para enfrentar os desafios da rápida urbanização, do esgotamento de recursos e da sustentabilidade ambiental. Este artigo explora a integração de tecnologias inteligentes e sistemas baseados em dados em ambientes urbanos para melhorar o desenvolvimento urbano sustentável. Através de uma revisão bibliométrica sistemática, examinamos como as iniciativas de cidades inteligentes alavancam a infraestrutura digital, a Internet das Coisas (IoT), a inteligência artificial (IA) e a análise de big data para otimizar a utilização de recursos, reduzir as emissões de carbono e melhorar a mobilidade e qualidade de vida dos residentes urbanos. Também investigamos o papel das estruturas políticas, da governação e do envolvimento das partes interessadas na promoção de ecossistemas urbanos sustentáveis e inclusivos. Com base no exposto, pretende-se rever sistematicamente a literatura bibliométrica sobre Cidades Inteligentes e Desenvolvimento Urbano Sustentável na base de dados SCOPUS, através da análise de 94 documentos académicos e/ou científicos. São discutidos os principais desafios, incluindo preocupações com a privacidade dos dados, desigualdade digital e implicações financeiras e éticas dos projetos de cidades inteligentes. Os resultados sugerem que, embora as tecnologias inteligentes possam contribuir significativamente para as metas de sustentabilidade, uma abordagem holística que incorpore dimensões sociais, ambientais e económicas é essencial para o sucesso a longo prazo. Este artigo fornece insights estratégicos para urbanistas, decisores políticos e investigadores sobre o equilíbrio entre inovação tecnológica e sustentabilidade no contexto do desenvolvimento urbano futuro.

Rosário, A. T., & Boechat, A. C. (2025). How Sustainable Leadership Can Leverage Sustainable Development. Sustainability, 17(8), 3499. https://doi.org/10.3390/su17083499

A liderança sustentável desempenha um papel fundamental na promoção do desenvolvimento económico, social e ambiental a longo prazo. À medida que as empresas integram cada vez mais a sustentabilidade nas suas estratégias principais, os líderes devem adotar abordagens que alinhem a rentabilidade com a responsabilidade ética. Este artigo explora como a liderança sustentável contribui para o desenvolvimento sustentável, examinando os principais princípios de liderança, as estruturas de tomada de decisão e as estratégias corporativas. A discussão destaca a mudança dos objetivos financeiros de curto prazo para a criação de valor a longo prazo, enfatizando o envolvimento das partes interessadas, a governação ética e a inovação. Ao integrar os princípios ambientais, sociais e de governação (ESG), os líderes podem aumentar a resiliência, impulsionar as iniciativas de sustentabilidade empresarial e ter um impacto positivo nas comunidades. O estudo destaca ainda a importância da partilha de conhecimento, da cultura organizacional e da adaptabilidade na incorporação da sustentabilidade nas práticas empresariais. Através de uma revisão bibliométrica sistemática da literatura, esta investigação fornece insights para executivos, decisores políticos e académicos que procuram navegar no cenário em evolução da liderança orientada pela sustentabilidade. Os resultados realçam a necessidade de alinhar as estratégias de liderança com os imperativos globais de sustentabilidade.

Sarwar, M., & Loureiro, S. M. C. (2025). Going Green: How Businesses Use Social Media to Share Their Green Initiatives. Journal of Promotion Management, 1–27. https://doi.org/10.1080/10496491.2025.2515132

À medida que os consumidores se tornam mais conscientes do ambiente, as empresas adotam cada vez mais métodos amigos do ambiente e campanhas publicitárias sustentáveis. As redes sociais tornaram-se uma plataforma de comunicação crucial devido à crescente popularidade da exploração e compra de produtos online. Embora o marketing sustentável esteja bem estudado, a sua implementação e comunicação nas redes sociais são pouco investigadas. Este estudo examina como as principais corporações globais transmitem as suas estratégias de marketing sustentável através das redes sociais. Utilizando uma abordagem de métodos mistos, incluindo a análise de 120 blogues e plataformas de redes sociais e onze entrevistas em profundidade com profissionais do setor, esta pesquisa revela que as empresas utilizam várias estratégias nas redes sociais, empregando termos como Aquecimento Global e Rotulagem Ecológica para comunicar eficazmente os seus objetivos ambientais. Estas mensagens influenciam significativamente os comportamentos de compra dos clientes, direcionando-os para empresas com fortes estratégias de marketing sustentável. O estudo oferece uma estrutura inovadora, integrando insights sobre o uso estratégico das redes sociais no marketing sustentável e o seu impacto no comportamento do consumidor.

Guias, Manuais e Kits de Ferramentas

RED- Recursos Educativos Digitais para o Ensino Básico 

O RED – Recursos Educativos Digitais para o Ensino Básico apresenta um conjunto de recursos interativos validados por especialistas, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas inovadoras no 1.º ciclo. No âmbito das Ciências Experimentais e do Estudo do Meio, os recursos da “Ilha Periscópio” oferecem conteúdos essenciais que servem de base para a abordagem de conceitos de Sustentabilidade e Ambiente, alinhados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Os recursos estão disponíveis no portal principal da Direção-Geral da Educação através do seguinte link: https://redge.dge.mec.pt/ilha/periscopio/science/salao-de-jogos

Vídeos, podcasts e infografias

Podcast “Da Inteligência ao Artificial”

No episódio “A Inteligência Artificial Vermelha e a Inteligência Artificial Verde”, Paulo Nuno Vicente, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e investigador do ICNOVA- Instituto de Comunicação da NOVA, explora a diferença entre Inteligência Artificial Vermelha e a Inteligência Artificial Verde. A IA Vermelha, centra-se na performance e velocidade, resultando num elevado consumo energético e consequente custo e impacto ambiental. A IA Verde, por outro lado, procura minimizar o impacto ambiental e social, promovendo a eficiência e a sustentabilidade. Este episódio destaca a necessidade de equilibrar a evolução tecnológica com a responsabilidade ambiental, considerando, por exemplo, a pegada ecológica dos centros de dados e a extração de minérios essenciais para a microeletrónica. Episódio disponível em: https://open.spotify.com/episode/4o0tz4xIRyC3cK4CDctLtY

 

Relatórios e apresentações

Conferência Ibero-Americana de Place Branding:

A 3º e 4º Edições da Conferência Ibero-Americana de Place Branding, realizadas em 2022 e 2024 e organizadas pelo ICNOVA, procuraram explorar e abordar temas como o turismo, empreendedorismo e o seu impacto a nível ambiental e junto de comunidades locais, procurando debater a conciliação de interesses económicos e políticos com a sustentabilidade ambiental e social de regiões onde estes setores possuem um maior impacto.

Pode consultar mais informações sobre a 3º Edição em: https://placebranding2022.fcsh.unl.pt/

 

Conferência Internacional Counter Image 2024:

O ICNOVA, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, a edição de 2024 da Conferência Internacional Counter Image teve como tema a “Contra-Imagem, Cultura Visual e Pensamento Ecológico: Re-Imaginar as Relações no Mundo”, procurou reunir investigadores e investigadoras em cultura visual, artes dos media e humanidades de diferentes disciplinas e abordagens académicas bem como artistas, fotógrafos, curadores, jornalistas e outros profissionais interessados em debater narrativas e práticas visuais contra-culturais numa perspetiva problematizadora.

Nesta edição, foi abordada a criação de ambientes socioculturais justos e sustentáveis, através da exploração de novas formas de relacionamento com o mundo e meio-ambiente, em dissidência com as lógicas de acumulação, monocultura e extração intensiva de recursos vigentes na sociedade e modelos económicos atuais.

Pode consultar mais informação sobre esta edição em: https://counter-image.fcsh.unl.pt/PT/index.html e em https://www.icnova.fcsh.unl.pt/reveja-alguns-momentos-da-conferencia-internacional-counter-image-2024/

 

Let’s Talk about Strategic Communication: A Sit Down with Experts

Iniciativa coordenada por Ana Margarida Barreto, professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e investigadora do ICNOVA- Instituto de Comunicação da NOVA, na qual se abordaram temas contemporâneos relacionados com Comunicação Estratégica, como sustentabilidade, inteligência artificial e narrativas sociais.

A edição de 2023 contou com a participação de vários especialistas nacionais e internacionais, como Lee Edwards (Professora de Comunicação Estratégica e Envolvimento de Públicos na London School of Economics and Political Science), Nicole D’ Almeida (Professora Emérita da Universidade de Paris-Sorbonne Celsa), Ansgar Zerfass (Professor de Comunicação e Liderança na BI Norwegian Business School, Professor e Presidente de Comunicação Estratégica no Instituto de Comunicação e Estudos dos Media da Universidade de Leipzig e Editor do International Journal of Strategic Communication), Jasper Fessman (Professor Auxiliar do Departamento de Jornalismo e Media Estratégica da Universidade de Memphis), Jens Seiffert-Brockmann (Professor de Comunicação Empresarial na Vienna University of Economics and Business) e Margarida Kunsch (Professora e Coordenadora do Centro de Estudos de Comunicação Organizacional e Relações Públicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo).

Pode consultar mais informações sobre esta edição em: https://strategicommunication.netlify.app/?fbclid=IwAR1rCyxJyxalFy1K4e_hJcAQi_CSS8YT1CRDOlIZWSWxkV6OZZjwCiSxHzQ

 

Ferreira, I., Ribeiro, L., & Espírito Santo, P. (2025, setembro, 24-27). Sustelling or greenwashing? Analysing organizational authenticity. [Comunicação em Encontro Científico]. In SES 4.1: Communicating Sustainability at EUPRERA 2025, 26th Annual Congress, Lund, Suécia

A questão que motiva esta investigação é: como é que as organizações comunicam a sua identidade sustentável e como podemos apurar a autenticidade desta identidade? Para atingir este objetivo, foi realizada uma revisão bibliográfica não sistemática sobre os conceitos de identidade organizacional, sustentabilidade e storytelling, conjugada com uma análise exploratória do storytelling segundo o modelo de Fischer et al (2020), uma análise semiótica de anúncios institucionais audiovisuais com base no modelo de Saborit (1999) e uma análise de conteúdo dos websites de cinco empresas portuguesas. Esta investigação pretende apurar como se conciliam a identidade, o storytelling e a comunicação da sustentabilidade de cinco empresas presentes no ranking das 20 marcas portuguesas reconhecidas pela excelência: café Delta, azeite Gallo, azeite Oliveira da Serra, água Luso e lacticínios Terra Nostra. A necessidade deste estudo justifica-se pelo impacto social esperado: informar as organizações sobre a necessidade de comunicar a sua identidade sustentável de forma coerente; divulgar os resultados desta e de outras investigações sobre sustentabilidade a públicos não especializados como os consumidores; para fornecer um modelo válido que possa ser utilizado por outros investigadores. Esta pesquisa foi concluída em junho de 2025, e a sua natureza inovadora foi avaliada nas bases de dados Scopus, Web of Science e Google Scholar.

Ribeiro, L., Ferreira, I., (2025, maio, 19-22). Narrativas que transformam: O storytelling como recurso para construção da identidade sustentável das organizações. [Comunicação em Encontro Científico] XIX Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, Porto Alegre, Brasil

As perguntas na origem desta investigação são: de que forma as organizações podem comunicar a sua identidade sustentável autêntica através do storytelling? Pode o storytelling ajudar-nos a distinguir uma organização sustentável de outra que pratica o greenwashing? Para a realização deste estudo, adotou-se como método de pesquisa uma revisão de literatura combinada a um estudo exploratório do storytelling da marca portuguesa “Delta”. Os objetivos deste estudo são: contribuir para a reflexão sobre a comunicação da sustentabilidade das organizações; averiguar se a análise do storytelling organizacional combinada com a análise da identidade das organizações pode ser útil para distinguir organizações autenticamente sustentáveis; refletir sobre a necessidade de políticas públicas para avaliação da sustentabilidade.

 

Dissertações